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Segunda-feira, Outubro 13, 2008


Casamento dá trabalho?


Eu acho que não. Ser adulto é que dá.

Pensando sobre uns problemas de relacionamento que uma amiga está passando, resolvi escrever toda a minha experiência nos meus três anos e meio de casada. Não vou dar dicas de relacionamento, nem falar como o meu é, vou falar o quanto cresci com ele, e o processo de "corte do cordão umbilical".

A cultura que cresci dentro da minha casa, claro, foi a base da minha vida. Do jeito que somos criados, é o jeito que enxergamos o mundo, as relações e as pessoas. E assim quando casei, saí da minha casa assim como eu era: com meus conceitos e preconceitos.

E esse é o grande choque de realidade: você sair da sua casa, pra se casar, uma coisa que normalmente você já esperava acontecer mesmo quando era criança, mesmo antes de existir o(a) noivo(a) – mesmo que o casamento não seja formalizado. Uma coisa que você idealizou sozinho, antes de ter essa pessoa com quem você se casou ao seu lado, construiu com a sua mente, com os seus conceitos, preconceitos e perspectivas conforme a sua visão de mundo.

E um lindo dia você cai na real de que tem muita coisa que você não considerou nos seus sonhos. O que você acha que é bom, pra outra pessoa não é, o que pra você não faz mal, pra outra pessoa faz, o que ela espera de você, não é o que você acha que ela espera de você, e etc.

Por exemplo, eu sempre coloquei na cabeça que mulher também trabalha fora. Na casa dos meus pais minha mãe fazia todo o serviço de casa, e eu só ajudava quando estava com vontade e olhe lá. Passava o dia todo no computador fazendo amizades virtuais, e minha mãe inclusive se interessava nisso, perguntava sobre esses amigos, e eu achava isso o máximo.

Depois que casei, eu levei isso tudo comigo. Se você quiser fingir sentimentos, você pode, mas nunca se pode fingir ter outra cabeça. A nossa verdade, a nossa realidade é o que a gente é, não se dá pra enxergar o mundo de outra maneira da que a gente não tem, mesmo que as pessoas tentem enfiar idéias na nossa cabeça, a gente não consegue!

Então meu marido saía pra trabalhar, eu ficava em casa no computador. Passava o dia todo no computador jogando (pois não tinha internet na época $$$), quando via que ele estava para chegar, saía desesperada fazer as coisas da casa, e claro, na hora do desespero, e na falta de experiência de dona de casa, muitas coisas ficavam pra trás, e ele percebia tudo!

E ai começava a implicação, que eu só ficava nesse computador, brincando, que eu não era mais criança pra isso. Ai que entravam os choques de realidade: na minha casa, até minha mãe jogava no computador. Na casa dele, videogame é pra criança, e eu passava o dia “perdendo meu tempo” com isso. E conhecendo pessoas que eu nem sabia quem eram na realidade, falando com desconhecidos (ele queria morrer com isso, motivos das únicas brigas que tivemos).

Ele, realizado por ter se casado, por ter a casa dele, vivia comentando (sem más intenções, eu sei) que quando ele era criança, ele admirava as mulheres vizinhas da mãe dele (e a mãe), que enfeitavam a casa com crochê, e que limpavam a casa todo dia deixavam brilhando, e que faziam pães e massas caseiras, e cuidavam dos "20" filhos...

E tudo aquilo me soava com dois sentidos:

1 - "Meus Deus, que vida horrível, eu não sobreviveria a isso"
2 - Eu sou realmente um lixo perto do ideal de esposa dele

E AGORA que eu chego onde eu queria falar:

Eu tinha consciência de que eu precisava mudar, eu tinha consciência que eu precisava ser ADULTA, eu tinha consciência que "primeiro o dever, depois o prazer", MAS EU NÃO CONSEGUIA!!!!

Pra vocês terem idéia, mesmo depois que comecei a trabalhar, em TODO tempo livre que eu tinha, eu me metia na frente do computador (e desta vez eu tinha internet). Na época da Copa do Mundo da Alemanha, quando teve jogos do Brasil à tarde e a gente era dispensado pra assistir, eu saía correndo do trabalho pra ir pra casa jogar, cada minuto perdido era prejuízo pra mim, a ponto de eu ficar alterada, muito nervosa.

Eu marcava com meu amigo Gabriel, todo dia eu saía correndo do meu trabalho, e íamos jogar online até a hora do meu marido chegar do trabalho dele (por volta das 10:30 ou 11 da noite), sem nem jantar!!! E eu ficava ansiosa por isso, se a internet caía, eu ficava louca.

Quando eu escutava o Diego chegar, desligava o pc correndo e corria fingir que estava passando roupa, ou lavando o quintal, ou lendo uma revista, ou treinando piano, mas é claro que ele percebia. Só que nem sempre ele falava.

De vez em quando ele cansava e me dava sermões. No começo, eu achava ele um chato, depois eu passei a tentar mudar, mas NÃO CONSEGUIA. Eu saía do trabalho prometendo pra mim mesma: "HOJE EU NÃO VOU NEM LIGAR O PC, HOJE VOU FAZER UMA JANTA BEM GOSTOSA E CAPRICHADA".

Mas não tinha outra, a tentação era mais forte do que eu, eu não agüentava, fritava um ovo com arroz lá, ou qualquer outra coisa rápida, e ia comer na mesa do computador enquanto jogava. E sempre: “Ah, só hoje, amanhã eu mudo”.

E isso passou a ser uma luta interna, e interminável, e reconheci que eu era viciada e fraca.

O Diego parou de me exigir serviços de casa, e passou a fazer ele mesmo o que tivesse necessidade, e isso me fazia me sentir uma inútil, uma incapaz, um lixo ... MAS MESMO ASSIM EU NÃO TINHA CAPACIDADE DE PEGAR E IR FAZER, SÓ FICAVA LÁ ME SENTINDO UM LIXO.

Ai quando começamos na churrascaria, eu prometia ir ajudá-los no fim de semana, mas de manhã eu tinha que levantar e ligar o PC e ver o que tinham escrito no fórum que eu tinha começado a participar... e viciado também. Ficava atualizando, atualizando a tela, ansiosa à espera de novos posts.

Quando dava uma hora que eu não podia enrolar mais, com toda a dó do mundo, eu desligava o pc e ia ajudar no restaurante que era perto de casa. Enquanto isso, minha família já estava lá dando duro faz tempo, e a dondoca só ia depois que tinha passeado bastante na net. Meu irmão também, passava a vida no PC, algumas vezes ele aparecia lá pra ajudar depois da 1 da tarde. Meus pais nunca tiveram a capacidade de exigir trabalho da gente, eles se acabaram, se mataram, mas não falavam aos filhos: vê se larga aquele computador, e vem trabalhar também.

Eu sempre pensava: "Nossa, o Diego deve ficar muito chateado comigo porque eu não me mexo". Mas como sempre, eu só ficava no pensamento, na intenção. “Amanhã eu vou mudar, hoje eu não consigo, mas a partir de amanhã vou me esforçar”.

Quando teve a briga da sociedade e nós nos afastamos dos meus pais, mudamos para o apartamento em cima da churrascaria, passamos um momento de muita tensão psicológica. Ele passou a precisar do carro pra fazer compras, e eu passei a ir trabalhar de ônibus, o que me fazia chegar "em casa" mais de 7 da noite, muito cansada. Aí depois de tudo isso, eu não tinha nem privacidade pra conversar com meu marido, porque o irmão caipirão dele morava lá junto pra ajudar com o serviço (o restaurante não abria de noite). De outro lado, minha mãe me ligava em horário de serviço pra me colocar contra o Diego, para me “abrir os olhos sobre ele”, enquanto o coitado se matava de trabalhar e o único retorno que ele via era mais acusações e abandono. Teve coisas até que ela conseguiu, e eu cobrava coisas dele, humilhava ele, porque o dinheiro pra investimento saía do meu bolso, ela me convenceu que o problema era só dele, sendo que devia me aconselhar que ele precisava de mim mais do que nunca... mas eu... eu? Eu acordava no fim de semana às 10 da manhã, depois que todo mundo já estava suado de trabalhar, ia pro PC ficar na internet até o Diego ir lá me buscar e falar: puxa, será que você não pode ir lá ajudar? E eu ia revoltada com a vida (eu odiava tudo aquilo, e por isso achava que tinha o direito de deixar todo mundo se ferrar sem mim).

Quando acabava o movimento, eu almoçava (lá pelas 15 hs) e subia direto pro PC tudo de novo.

Sim, eu odiava aquele lugar, aquele ramo de serviço que meu marido escolheu sem me perguntar, eu odiava as cozinheiras se metendo na minha vida como se fossem minhas amigas, eu passava o dia de cara fechada odiando o mundo. Mas e daí? Adulto que é adulto tem que enfrentar as obrigações, porque não tem quem faça por eles. Não adianta emburrar.

Meu marido enfrentou tudo calado, mas eu, menina mimada corria pro quarto, ia fazer o que era mais legal do que trabalhar, esperando que quando saísse, estivesse tudo prontinho, feitinho. Assim como sempre fiz na minha casa, E MINHA MÃE NUNCA ACHOU RUIM.

Um dia estávamos jantando assistindo a novela Duas Caras e estava passando o sacrifício do personagem Zé em passar na frente do bar, sem parar pra beber, pois ele tinha prometido pra mulher dele que nunca mais iria beber. Mas ele titubeou, vacilou, entrou no bar e bebeu, com uma cara de que estava se odiando por isso.

Ai falei pro Diego: tá vendo esse drama? É isso que sinto quando não consigo deixar de ficar no computador. Olha lá na cena: ele está se odiando por isso, mas não consegue não fazer.

Ele não disse nada, afinal pra ele tudo é muito fácil. Na cabeça dele deve funcionar assim: "Não quero, logo não faço, caso contrário sou um frouxo". E até deve ser verdade, mas força de vontade não se compra ali na esquina.

Ele amadureceu muito antes de mim, quando aos 10 anos o pai dele faleceu e ele assumiu a casa, ou a própria vida.

Pra mim, mudar meus padrões, meus conceitos, minhas vontades e capacidades era muito difícil, principalmente quando eu tinha uma mãe do lado que me dava conselhos que se eu tivesse seguido todos, meu marido não teria suportado ficar comigo.

Foi ai que entrou um empurrãozinho. Quando a gente não consegue, Deus vem e dá uma mão. Esperar que Ele resolva tudo num passe de mágica não existe, mas que Ele impõe as condições pra nós conseguirmos, isso sim.

Nós nos mudamos pra uma casinha de aluguel, pois morar no local de trabalho era massacrante e estressante, pois a cabeça não saía do trabalho nunca. Então já mudei pra perto do meu emprego, já que eu não podia ficar com o carro.

Só que o PC ficava lá no restaurante, porque era lá que estava a internet, e as necessidades do escritório.

E aos poucos fui tendo essa abstinência forçada, no final de semana eu ainda passava lá, mas nos dias de semana, depois do trabalho, não dava mais. E ai sem o vício ao alcance, o jeito era usar o tempo fazer comidas diferentes, arrumar a casa, conversar sem pressa, caminhar na rua, sair pra tomar um sorvete, etc. Coisas que eu fazia correndo pra sobrar tempo pro PC.

Depois de uns dois meses ele vendeu a churrascaria e o PC junto. Fiquei sem PC! Sem Speedy, sem nada!!!

Na época o alívio por sair do restaurante foi tão grande, que eu estava topando qualquer coisa.

Aos poucos eu fui aprendendo a viver sem computador, e ele parou de fazer falta, o jogo que eu jogava que era tão importante pra mim, passou a não ter graça. Até um dia eu fui numa Lan House jogar, e não vi graça nenhuma. Aquela foi a última vez que joguei. Hoje eu penso como pude perder tanto tempo com aquilo.

Agora quando navego na internet, não consigo ficar muito tempo... não acho nada que me prenda sem entediar, meus amigos nunca estão no MSN quando entro.

Quando vou à casa dos meus pais, eles que ainda são como eu fui, me puxam e falam: “vem ver o novo vídeo que eu achei no Youtube”. Não que eu não goste de ver vídeos legais, recebo muitos por email e gosto. Mas não com aquela coisa indispensável que era, e que eles são: “corre, você precisa ver”, “VEM VER RÁPIDO”, “olha que máximo”. E passam dias falando sobre isso.

São só vídeos!!! Coisas pra um momento de lazer, quando você está a fim de ver, fora isso, é só um vídeo, acessível a qualquer momento desde que não tenha sido excluído ou tenha conexão na internet... depois vê!

Resumindo, se casamento é difícil, eu digo que não é caso você tenha se casado por amor. O que é difícil é ser adulto, é suportar coisas que você não gosta, é se doar quando você não está a fim, é assumir obrigações e ir até o fim, é saber guardar o dinheiro e não comprar o que você quer e sim o que precisa, é saber usar o tempo pro que tem que ser feito e não pro que você tá a fim de fazer, é saber ouvir críticas sem surtar e sem vir com quatro pedras na mão de acusações contra a outra pessoa só pra você não se sentir por baixo devido à crítica.

E a segunda conclusão é que a gente nunca vai crescer se não parar pra pensar se todos os nossos conceitos estão certos, ou precisam ser "consertados" mesmo se a nossa mãe ou pai jurarem que estamos certos e passarem a mão na nossa cabeça.

Como eu já disse, se eu tivesse seguido tudo o que minha mãe mandou eu fazer, meu casamento não tinha sobrevivido, e quando resolvi ANDAR PELAS MINHAS PRÓPRIAS PERNAS, desafiando o que a família colocava como certo, aprendi a ser adulta e hoje sou muito feliz na minha casa, e quanto à meu vício, sabendo dosar o uso do computador e hoje o Diego até aceita e reconhece que minhas amizades pela internet são sólidas.

Afinal, você vendo a história de fora, o que você achou mais certo? Meus pais falarem pros filhos ajudarem no restaurante, ou ficarem se matando, envelhecendo 5 anos em 1 por dó de fazer os filhos trabalharem mais do que eles acham que merecem?

Ou seja, os pais que incentivam os maus costumes da gente, por dó de fazer coisas que se fosse os filhos dos outros, eles diriam que é o que devia ser feito. Se a gente não toma um chacoalhão da vida, ou não resolve acordar, vai continuar achando tudo isso normal.

Se você, mesmo não sendo casado, já passou dos 20 anos, é bom pensar isso, já cortou seu cordão umbilical? Ou tudo que dá errado você pede socorro pra mamãe, ou se esconde debaixo das asas dela?



posted by Enrolada at 8:01:21 AM Agora estão sabendo


Sexta-feira, Outubro 03, 2008


Muitas novidades


Dia 24 viajei a trabalho para Curitiba. Sempre quis conhecer essa cidade tão bem falada, e conhecer o revolucionário sistema de ônibus tão famoso.
Quando comentei com meu pai a minha empolgação sobre isso ele disse que Curitiba já foi boa, que eu iria me decepcionar, etc.
Tudo bem, Curitiba já pode ter sido melhor, mas chegar em Curitiba, a primeira impressão certamente foi melhor do que a de chegar em São Paulo, ou Porto Alegre.

Claro que a cidade deve ter pontos fracos, mas tudo onde passei achei lindo, as pessoas são bonitas, os lugares bonitos, adorei!
Fiquei em um hotel na frente do Parque Barigui, e conforme uma amiga de internet que viveu quase a vida toda em Curitiba, eu já sabia que ficaria perto desse parque. Então a minha preocupação era: que hora será que o parque abre para eu poder ir lá cedo. Grande foi a minha surpresa ao ver: o parque não tem grades! Ele é aberto! Inclusive na rua de cima é uma rua residencial com casas e mansões.

Durante o tempo em que estive la, a temperatura máxima foi 17° e minima 11° de manhã (fiquei com dor de ouvido de caminhar no parque, apesar de usar 3 blusas). Fui no curso, o bairro das empresas de tecnologia chama Parque do Software, tudo bem bonito, apesar de retirado da cidade. No caminho vi muitos prédios e condomínios em construção. Até ai, andei de táxi, pois a empresa ia pagar meu transporte até o curso, hotel e rodoviária.

À noite, eu quis conhecer sede da minha igreja em Curitiba, e perguntei se era muito longe. Pelas informações, o táxi ia sair pesado no meu bolso, e perguntei como ir de ônibus. Ai me falaram: sobe aqui no terminal, e pega o onibus tal. Subi lá, entrei no terminal e perguntei onde passava o ônibus tal. Me disseram que era ali, o primeiro tubo. Bom, entrei em todas as filas até eu achar o que era tubo! rsrs

O ônibus lá é tipo metro, as estações são esses tubos, que são estruturas redondas onde fica o cobrador da passagem, e você espera o ônibus encostar, a porta abre, você entra, ai a porta avisa que está fechando, fecha, se não der pra entrar você tem q pegar o próximo.
Ai dentro do ônibus anuncia: próxima estação [nome do proximo tubo].

Como eu sabia que a igreja fica no bairro Portão, desci no Terminal Portão (onde ficava o segundo tubo) e achei que seria fácil ir a pé. Me enganei, mas sorte que pedi informação para um taxista e já pedi que ele me levasse lá.

Eu estava muito empolgada, pois sai numa cidade desconhecida, sozinha sem saber nada, tinha conseguido chegar e dei de cara com uma igreja tão linda e diferente do que estou acostumada a ver.
Conheci uma mulher lá que era de Londrina e estava tão perdida quanto eu e voltamos de ônibus juntas, ela que tirou essa minha foto tremida dentro tubo em que a gente esperava o ônibus.
Resumindo é só isso. Só conta a mais a aventura que tive que quase perdi o ônibus de volta para Marília, porque teve um acidente na avenida e deu congestionamento. Graças ao taxista cheguei com o ônibus saindo e só deu tempo de entrar depois de sair correndo com mala pela rodoviária.

Ao todo fiquei lá 3 dias.



Eu no lugar do curso, na hora do almoço


Eu dentro do tubo, da pra ver apesar de tremida


Parque na frente do hotel


posted by Enrolada at 12:59:40 PM Agora estão sabendo


Quinta-feira, Setembro 18, 2008


Rollback


Fazia tempo que eu não tinha a sensação de perder uma programação difícil e ter que fazer tudo de novo.

:(

posted by Enrolada at 3:48:40 PM Agora estão sabendo


Quarta-feira, Setembro 17, 2008


"Fui conhecer minha amiga de internet"


- Que doida, você não tem medo?

Quase todas as pessoas pra quem contei me fizeram essa pergunta.
Acho que as outras só não falaram, mas pensaram.

Peguei o ônibus na madrugada de sábado. Cheguei em São Carlos, nos abraçamos e conversamos como se estivéssemos acostumadas a nos ver todos os dias.
Fizemos várias coisas, as meninas dela gostaram de mim, e gostei muito delas, já estou até com saudades.
Passeamos no centro, fizemos nhoque (enquanto a Manu chorava de fome coitada rsrs), conversamos muuuitooo.
E principalmente: dormi na cama nova da Adriana antes dela! haha
Fiquei presa dentro do banheiro também e quase matei ela do coração.

Foi muito legal, ninguém acreditava que vim de outra cidade pra conhecer alguem que eu nem conhecia, mas eu e a Dri já temos uma amizade muito legal e especial, e sabemos que não é por acaso que nos conhecemos.
No dia seguinte teve a festinha de 3 anos da Sofya, menina linda que fez com que eu conhecesse a Adriana, e foi bem gostoso.
Já cheguei com vontade de voltar! To com saudades viu!
Cheguei aqui em Marília às 3 horas da manhã, na segunda trabalhei que nem um zumbi, mas valeu a pena!
Vou colocar umas fotitas.


Nós 3 na festa



Sofya falou que o primeiro pedaço era pra ela, afinal a pessoa de quem ela mais gostava era ELA!



Manu com soninho


posted by Enrolada at 11:58:54 AM Agora estão sabendo


Sexta-feira, Setembro 12, 2008


Parece um sonho


Desde que comecei a interagir na internet, conheci muitas pessoas, muitas mesmo.

E parece que as pessoas que não participam muito dessa roda não conseguem compreender como a gente pode se relacionar tão fortemente com pessoas que nunca nem vimos, muito mais do que as pessoas que vemos e convivemos todos os dias.

Fiz muitas amigas, colegas, e pessoas que conversei uma vez só na vida, mas conversas que me ajudaram e me mudaram opiniões pra vida inteira!

Porém, do mesmo jeito que é fácil se aproximar, perder o contato é muito comum. Tenho pessoas que guardo com carinho no coração, que me apoiaram e foram minhas amigas por msn, mas hoje são só uma lembrança, ou um amigo a mais no Orkut.

Outros como o Gabriel, chegou a ir no meu casamento (apesar do ciúmes do maridão hehe) e foi uma pessoa que foi minha mão e meu ombro amigo nos momentos que eu precisava de alguém pra desabafar e me consolar.

Mas hoje, eu cai na real. Depois de um mês combinando, parece que só agora caiu a minha ficha, trocando emails com a Adriana combinando de comer amanhã uma pizza. Ai pensei AMANHÃ!!! Gente eu vou encontrar ela!!!

Nos conhecemos há uns 2 anos, mas depois de uns vai-e-vem da internet, ficamos muito amigas há poucos meses, e ela me chamou pro aniversário da Sofya!

Amigaaaa amanhã to ai! rsrs

posted by Enrolada at 11:11:51 AM Agora estão sabendo